PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

"Ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, os homens se educam em comunhão."
Paulo Freire

 

Quando, em dezembro de 1977, um grupo de jovens, incluindo alguns professores, resolveu construir uma escola, a intenção era viver uma experiência cooperativa e solidária apenas entre um grupo de amigos. Não pensávamos em fazer a escola que temos hoje. Já em 1979, a partir da primeira greve dos professores após a ditadura militar, optamos por um processo de gestão participativa, ampliando a atuação dos professores e dos pais na administração da escola.

OGA MITÁ é um projeto coletivo, resultado da ação e da reflexão das pessoas que dela participam - seus professores, alunos, funcionários, pais, coordenadores e diretores. Como instituição social, é fruto das interferências históricas, formais, legais, circunstanciais e legítimas da comunidade. E, como instituição acadêmica, buscou e continua buscando referenciais teóricos naqueles que apontam caminhos para uma escola plural, coerente com uma sociedade mais justa e democrática.

Sua dimensão política sempre foi explícita. A dificuldade talvez ainda esteja na coerência interna do que se quer e do que se faz; saber lidar com as contradições inevitáveis de quem se arrisca a viver o que ainda não foi vivido. Não optamos por fazer uma escola “moderna”. Nossa opção, desde o início, foi construir um projeto educativo interligando área meio e área fim, a pedagogia e a administração da instituição; um projeto político-pedagógico coerente desde as relações existentes na sala de aula e as dos patrões e seus empregados.

O final dos anos 1970, talvez já sinalizando os novos ares da abertura política, foi um período de intensificação dos projetos pedagógicos baseados no movimento da Escola Nova, das escolas experimentais, de proliferação dos caminhos “construtivistas” da educação contemporânea. Esse movimento significava uma ruptura significativa nas práticas educativas tradicionais, ao considerar o aluno como o centro do processo educativo e ao buscar práticas coerentes com os preceitos da Epistemologia Genética de Piaget e seus seguidores. Entretanto, muitas vezes, essas práticas se limitavam à sala de aula, não ampliando seus princípios para a própria gestão institucional. E esse sempre foi o nosso desafio. E ainda é. O ato de educar é sempre um ato político, em todas as suas dimensões.

Se nas décadas de 1980/1990 lutamos por uma sociedade mais democrática, desde seu início OGA MITÁ veio aprendendo e ensinando adultos, jovens e crianças a viverem relações cooperativas, respeitosas e afetuosas. Escola é lugar de aprendizagem, de encontro e de troca. O conhecimento individual é sempre um processo social, que acontece na interação entre os homens. A cognição e a afetividade são aspectos inseparáveis e complementares para que os seres sejam humanos. Assim, negamos as concepções inatistas e as comportamentistas, que ignoram as condições históricas da aprendizagem. Nossas práticas consideram as crianças, os jovens e os adultos sujeitos-autores, cidadãos pertencentes e atuantes no mundo; produtores culturais, que fazem e sofrem as interferências da cultura de seu tempo.

Uma de nossas estratégias mais importantes é o envolvimento com a comunidade, que não se restringe apenas aos pais dos nossos alunos. Esses também fazem parte, de modo bastante especial, pois queremos que se sintam parceiros e cúmplices na educação de seus filhos. Entretanto, sempre abrimos a porta da escola para as demandas do entorno social, com a participação em projetos comunitários e ações de cidadania.

Entendemos que os processos educativos não podem estar desvinculados da cultura, entendendo como cultura todas as ações e representações humanas. Dessa forma, estamos sempre atentos às demandas externas à escola e às suas diferentes manifestações. Sofremos interferências do nosso contexto social do mesmo modo que somos produtores culturais, sejamos professores, funcionários, alunos ou pais.

Entre nossos objetivos fundamentais, destacamos o trabalho de formação de professores, seja na sua dimensão inicial, seja em projetos de educação permanente e continuada. Essas ações assumiram diferentes formatos ao longo desses anos, desde a criação da Escola de Professores, em parceria com outras instituições, até projetos desenvolvidos junto a sistemas públicos de ensino. Essa meta ultrapassa a nossa própria formação e a formação de nosso corpo docente. É através dela que pretendemos contribuir, significativamente para a educação brasileira.

Mesmo acompanhando o movimento de privatizações e de globalização do neoliberalismo dominante no capitalismo contemporâneo, entendemos a escola privada como uma concessão do Estado e, conseqüentemente, uma instituição que tem o compromisso com a sociedade brasileira. A escola não pode ser tratada como a maioria das empresas, nem pode se relacionar com a comunidade apenas como mais uma prestadora de serviço. A Oga Mitá, não obstante ser uma instituição privada, precisa se colocar a serviço da população e da qualidade do ensino básico nacional. Seus avanços pedagógicos e políticos precisam estar comprometidos, inclusive, com a melhoria de todas as escolas públicas do país.

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Badminton no Globo Tijuca

 

OGA MITÁ IN-DICA

De 20 a 25 de maio, a Secretaria Municipal de Cultura da cidade do RJ apresenta a 2ª edição do projeto ÁFRICA DIVERSA.
Apresentações artísticas, lançamentos de livros, seminário com oficinas, minicursos, palestras, debates contemplarão as culturas afro-brasileira e africana.Vale a pena conferir a programação, que é realizada em diversos pontos da cidade.
Mais informações em www.africadiversa.com.br.

 

ATIVIDADE DE INTEGRAÇÃO

Já temos nova data! Será no dia 19 de maio, sábado!
Vejam as fotos do ano passado

 

Projeto Político Pedagógico

"Ninguém educa ninguém, ninguém se educa sozinho, os homens se educam em comunhão."
Paulo Freire

Quando, em dezembro de 1977, um grupo de jovens, incluindo alguns professores, resolveu construir uma escola, a intenção era viver uma experiência cooperativa e solidária apenas entre um grupo de amigos. Não pensávamos em fazer a escola que temos hoje. Já em 1979,...

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