PRINCÍPIOS
"A prática da filosofia Guarani, ensinada nas aldeias, é a arte do domínio sobre si mesmo. O desenvolvimento da capacidade de lidar com suas dores físicas e morais invocando sempre o espírito da sabedoria. O domínio sobre si mesmo começa na infância: as crianças são conscientizadas da diferença entre alimentação e aula. Os ritos de passagem criança-jovem-adulto têm por finalidade ética atentar para o domínio dos reflexos, dos sentidos, dos desejos e paixões."
("A TERRA DOS MIL POVOS - História indígena do Brasil contada por um índio." - Kaká Werá Jecupé)
COOPERAÇÃO
Acreditamos que a educação tem como função primeira fazer com que os indivíduos descubram o seu papel enquanto pessoas que constróem sua história.
Entendemos que aqueles que vivem em um ambiente democrático, assumindo responsabilidades e se comprometendo com o coletivo se tornarão pessoas comprometidas com uma sociedade mais justa e coerente.
Buscamos viver relações cooperativas, visando diminuir as relações autoritárias e de exploração existentes entre patrão e empregado, adultos e crianças.
AFETIVIDADE
Não conseguimos separar aprendizagem da relação afetiva. Só em um clima de afeição e de respeito, o ser humano é capaz de superar e de produzir significativas aprendizagens.
O conhecimento humano passa necessariamente pelo outro, pelos outros que fazem parte do seu contexto social.
A escola precisa ser um local agradável e prazeroso para o aluno, proporcionando, a cada instante, situações que o desafiem e que satisfaçam seus interesses e necessidades.
COMUNICAÇÃO
O diálogo é o respeito e entendimento de que todos têm o que dizer. Queremos garantir a fala de nossos alunos para que eles também aprendam a ouvir e a respeitar o outro, para que incorporem em suas vidas que todos têm direito de serem ouvidos e respeitados em suas opiniões.
Buscamos as falas dos diferentes personagens que fazem parte da comunidade educativa, sejam adultos ou crianças, alunos, pais, professores, e funcionários. Respeitamos as pessoas a partir de suas histórias e vivências, permitindo o crescimento mútuo através da livre expressão, da crítica e da auto-crítica.
REGISTRO
Para nós, tudo o que é descoberto, vivido e produzido tem um enorme valor e precisa ser registrado, para que possa ser trocado, acrescido e modificado. Quando os nossos alunos se conscientizam do papel de cada um na história de cada grupo, sua responsabilidade e seu trabalho assumem um novo valor.
Nossa proposta almeja a formação de leitores críticos e escritores criativos, exige o cidadão leitor do mundo e fazedor/escritor da história.
CIDADANIA
Não é educar para a vida, como se a vida da criança e do adolescente não tivesse valor, ou mesmo não existisse. Queremos educar na vida, respeitando cada indivíduo como sujeito político.
O cidadão de hoje precisa ser sujeito do mundo, antenado com tudo o que acontece a sua volta. A escola precisa trabalhar a autonomia e a emancipação ao invés da dominação e da dependência e garantir a formação de valores éticos e estéticos mais do que apenas transmitir informações, muitas vezes até obsoletas.


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